Sequestro da Rua das Margaridas: Assistindo de Camarote
Atualizado: 18 de jul.

Antes de seguir para a granja, passei em casa para almoçar. Encontrei minha mãe ao telefone com meu pai, em uma conversa carregada de urgência. Algo totalmente incomum estava acontecendo no centro de Juiz de Fora.
Meu pai acompanhava tudo de perto: seu escritório ficava no último andar de um prédio de esquina, na Rua Marechal Deodoro com a Avenida Rio Branco. Do alto, ele descrevia a cena em tempo real, narrando cada movimento imprevisível ali embaixo.
Minha mãe ouvia e me transmitia. Era como assistir a tudo de camarote — distante o suficiente para não sentir o perigo na pele, mas próximo o bastante para acompanhar cada detalhe. Eu não tinha qualquer razão para imaginar que, em breve, aquela realidade deixaria de ser distante.
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